sábado, 17 de setembro de 2011

Voltei!

Olá pessoal!
Fiquei um tempão longe, né?
Não vou mentir, além de me ocupar pra não pensar, eu esqueci a senha de acesso.
Hoje, me lembrei e decidi voltar.
Recebi vários emails e fico muitíssimo contente de poder ajudá-los.
Bem, ultimamente eu decidi não dar vez para as crises de pânico. Decidi enfrentá-las de frente.
Foi fácil? Não!
Contei muito com a ajuda dos meus pais, irmãs e amigos. Por que eu sei que nós estamos fortes em um dia e fracos no outro. E nesses dias de fraqueza é importante não andar para trás.
E é nessa hora que entram essas pessoas: pra te empurrar para frente.
Comecei a trabalhar. Fazer o que gosto: dar aulas.
Estava tão empolgada no início que deu até gosto de ver. Me senti praticamente curada. Aí, no primeiro mês, não me lembro o motivo, mas tive uma crise. O medo de ser mandada embora por conta da SP foi ENORME. Mas, para me sentir segura caso acontecesse algo outra vez, tive que conversar com minhas superioras. A resposta delas foi "tudo de bom": Nós não sabemos exatamente o que nem como é. Mas sabemos que é tratável. Fica tranquila e conta com a gente.
Não tenham medo nem vergonha de dizer que têm SP. Todos estão sujeitos a isso.
Sejam fortes, contem um com os outros, comigo! É na fraqueza que o medo nos domina, e assim, estraga o muro que contruímos.

Um comentário:

  1. Medo...
    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções...
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    E não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá...
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido...
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo...
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim...
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar...
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há...
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão...
    ah... quem dera, quem dera...
    que a mão de Deus me sustente neste instante...
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos...
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo...
    tenho medo, medo...
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída...
    medo de perder o medo
    de apertar o botão "Desliga"...

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

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